Como Evitar que o Pet Destrua Móveis e Objetos: Guia Prático Para Tutores

Ter um pet em casa é uma experiência maravilhosa. No entanto, também exige paciência, dedicação e, principalmente, atenção ao comportamento do animal. Um dos problemas mais comuns relatados por tutores é a destruição de móveis, chinelos, almofadas, plantas e outros objetos da casa. De fato, isso pode se tornar um desafio diário.

Mas por que os pets fazem isso? É birra? Tédio? Ansiedade? Na verdade, existem várias razões por trás desse comportamento. O mais importante é entender que seu pet não faz isso para te provocar. Na maioria das vezes, ele está tentando se comunicar de alguma forma.

Neste artigo, vamos explicar os principais motivos que levam cães e gatos a destruírem objetos. Além disso, vamos apresentar estratégias eficazes para resolver o problema de forma prática, respeitosa e sem punições desnecessárias. Vamos direto ao ponto!

Evitar que o pet destrua móveis e objetos.

Entendendo o Comportamento: Por Que o Pet Destrói as Coisas?

Antes de tudo, é preciso compreender as causas. Nenhum animal destrói por maldade. Esse comportamento, embora indesejado, é natural em algumas fases da vida especialmente na infância.

Fase de dentição (filhotes)

No caso dos filhotes, roer é um comportamento instintivo. Quando os dentes estão nascendo, eles sentem coceira e desconforto. Por isso, morder alivia a dor. Como ainda estão aprendendo sobre o mundo, acabam testando tudo com a boca.

Tédio e falta de estímulo

Animais entediados precisam encontrar formas de gastar energia. Sem brinquedos ou atividades, eles podem recorrer aos móveis como forma de entretenimento. Isso vale tanto para cães quanto para gatos.

Ansiedade de separação

Quando o tutor sai de casa, alguns pets ficam extremamente ansiosos. Como resultado, acabam destruindo objetos para aliviar o estresse. Isso é mais comum em cães, mas também pode acontecer com gatos mais apegados.

Marcação de território

Em alguns casos, principalmente com gatos, arranhar móveis é uma forma de marcar território. As glândulas presentes nas patas liberam odores, e os arranhões sinalizam posse do ambiente.

Falta de adestramento e limites

Por fim, a ausência de educação adequada contribui para o comportamento destrutivo. Se o animal nunca aprendeu o que pode ou não pode fazer, ele vai agir por instinto.

Agora que você já entende os motivos, vamos às soluções.


Ofereça brinquedos adequados

Uma das formas mais simples e eficazes de evitar a destruição é redirecionar o comportamento. Em vez de brigar com o pet, ofereça alternativas mais seguras e divertidas.

Existem brinquedos específicos para diferentes fases da vida. Para filhotes, opte por mordedores macios. Já para adultos, brinquedos mais resistentes e interativos são ideais. No caso dos gatos, arranhadores de vários tamanhos e formatos são essenciais.

Além disso, alterne os brinquedos. Dessa forma, o pet não enjoa. E sempre que ele interagir com o objeto certo, elogie ou recompense. Isso reforça o comportamento positivo.

Dica extra:

  • Brinquedos com dispenser de petiscos mantêm o animal ocupado por mais tempo.

  • Gatos adoram caixas de papelão, bolinhas de papel e penas amarradas em barbantes.


Evite broncas e punições severas

Muitos tutores, ao flagrar o pet destruindo algo, reagem com gritos ou punições físicas. No entanto, isso só piora a situação.

A bronca pode causar medo, mas não ensina o que deve ser feito. Além disso, o pet não associa o objeto destruído à bronca se ela ocorrer fora do momento exato da ação. Ou seja, se você chega em casa e vê o estrago, é tarde demais para brigar.

Em vez disso, foque no reforço positivo. Quando o animal fizer a escolha certa como brincar com o brinquedo ou usar o arranhador recompense com carinho, petisco ou elogio. Isso cria uma associação saudável e duradoura.


Crie uma rotina de exercícios

Cansaço físico e mental são grandes aliados no combate ao comportamento destrutivo. Pets que gastam energia de forma saudável tendem a se comportar melhor.

Portanto, inclua atividades físicas na rotina diária. Passeios, corridas, brincadeiras com bolinha ou cabo de guerra são ótimas opções para cães. Já para gatos, invista em brincadeiras que simulem a caça.

Além disso, brinquedos inteligentes, como tabuleiros de petiscos e jogos de olfato, estimulam o cérebro. Isso reduz o tédio e melhora o bem-estar do animal.

Frequência recomendada:

  • Cães: de 30 minutos a 1 hora de atividade por dia (dependendo da raça).

  • Gatos: várias sessões curtas de brincadeiras ao longo do dia.


Adapte o ambiente

Ambientes enriquecidos reduzem comportamentos destrutivos. Afinal, se o pet tem estímulos adequados, ele não precisa buscar alternativas perigosas.

Para cães, delimite um espaço seguro com caminha, brinquedos e água. Se necessário, use grades ou portões para restringir o acesso a áreas com objetos valiosos.

Para gatos, o ambiente vertical faz toda a diferença. Prateleiras, nichos e torres aumentam a área útil e permitem que o gato explore mais. Posicione arranhadores próximos de móveis que costumam ser alvos. Com o tempo, ele migrará para o local correto.

Outra dica: use repelentes naturais nos objetos mais visados. Vinagre diluído, citronela e óleo de eucalipto ajudam a afastar sem prejudicar a saúde do animal.


Evite deixar objetos acessíveis

Muitas vezes, o tutor facilita a vida do pet destruidor sem perceber. Roupas jogadas no chão, sapatos expostos ou almofadas soltas são verdadeiros convites.

Portanto, mantenha a casa organizada. Guarde os itens de valor ou mais frágeis em locais altos ou fechados. Essa atitude simples já reduz bastante as chances de destruição.

Além disso, preste atenção ao lixo. Restos de comida e embalagens com cheiro atraente são irresistíveis. Feche bem as lixeiras e, se possível, mantenha-as fora do alcance do pet.


Considere o uso de enriquecimento ambiental

O enriquecimento ambiental é uma estratégia que visa tornar o espaço mais interessante e estimulante para o animal. Com isso, reduz-se o tédio e os comportamentos destrutivos.

Você pode fazer isso de forma simples. Por exemplo, esconda petiscos pela casa e incentive o pet a procurá-los. Troque os brinquedos de lugar com frequência. Crie túneis ou esconderijos com caixas. Tudo isso mantém o pet ocupado e estimula os sentidos.

Para os gatos, coloque camas ou redes próximas à janela. Observar o movimento externo já é um grande passatempo. Além disso, ofereça ervas como a catnip (erva-do-gato), que estimulam de forma natural e segura.


Busque orientação profissional

Se o comportamento persistir, mesmo com todas as mudanças, talvez seja hora de buscar ajuda especializada. Um adestrador positivo ou comportamentalista pode avaliar o caso de forma individual.

Muitas vezes, o problema está ligado a traumas, ansiedade profunda ou falta de socialização. Nesses casos, a intervenção de um profissional é essencial para corrigir a origem do comportamento.

Além disso, em algumas situações específicas, o veterinário pode indicar o uso de florais, feromônios sintéticos ou até medicação. Claro, tudo com acompanhamento e responsabilidade.


Paciência e constância são fundamentais

Mudanças de comportamento levam tempo. Não espere resultados imediatos. É preciso paciência, repetição e consistência.

Não adianta ensinar um comando hoje e esquecer nos próximos dias. O reforço contínuo é o que consolida o aprendizado. Por isso, mantenha a rotina e comemore cada pequeno avanço.

Além disso, evite comparações. Cada pet tem seu tempo. O importante é respeitar o ritmo do animal e nunca usar métodos agressivos ou dolorosos.


Evite soluções caseiras perigosas

Na tentativa de resolver o problema, alguns tutores recorrem a métodos perigosos. Por exemplo, colocar pimenta nos móveis, usar fita adesiva, bater no animal ou gritar.

Essas estratégias não funcionam e podem causar danos físicos e psicológicos. Além de não educar, elas quebram o vínculo de confiança entre tutor e pet.

Portanto, sempre opte por soluções respeitosas. Educação se constrói com paciência e empatia.


Fortaleça o vínculo com seu pet

Por fim, lembre-se de que o comportamento do animal está diretamente ligado ao vínculo que ele tem com você. Pets que se sentem seguros, amados e compreendidos tendem a obedecer melhor.

Reserve momentos de qualidade. Brinque, converse, faça carinho. Mostre que você está presente. Isso reduz a ansiedade, melhora o comportamento e fortalece a relação.

Quando há confiança, até o processo de educação se torna mais fácil e prazeroso.


Compreensão, Respeito e Ação

Evitar que o pet destrua móveis e objetos não é impossível. Pelo contrário, com as estratégias certas, é totalmente viável transformar esse comportamento. O segredo está em entender as causas, agir com paciência e oferecer alternativas saudáveis.

Lembre-se: o problema não está no pet, mas na falta de direcionamento. E você, como tutor, tem o poder de mudar isso com amor, consistência e responsabilidade.

Portanto, não espere mais. Comece hoje mesmo a aplicar essas dicas e veja a transformação acontecer dia após dia.

Seu pet agradece. E sua casa também.

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